CORRETIVOS

Devido a influência da calagem sobre a eficácia dos fertilizantes, melhorando o ambiente radicular e facilitando a absorção dos nutrientes fornecido por eles, a necessidade ou não de calagem deve ser o primeiro aspecto a ser avaliado quando se interpreta uma análise do solo. A escolha do corretivo deve ser embasada na sua composição química o grau de finura (diâmetro das partículas mesh polegada - PRNT) aliadas ao preço. Existem alguns tipos de calcário que podem ser empregados na correção de solos , como o calcário dolomítico, calcítico, e magnesiano, que diferem entre si no percentual de MgO existente. Deve-se dar preferência para utilização do dolomítico que fornece ao solo uma quantidade maior de MgO quando este estiver em deficiência.

Classificação dos corretivos conforme o teor de MgCO3
Tipos de Corretivos
% MgO
Calcítico
0 - 5
Magnesiano
6 - 12

Dolomítico

13 - 20

CUSTO DO CALCÁRIO

Em geral os calcários com PRNT mais elevado são mais caros. Mas o principal componente do custo final da calagem usualmente é o frete. Embora um calcário de PRNT mais elevado possa ser mais caro no moinho ou na revenda, será utilizado numa dose menor, reduzindo o custo do frete. Dessa forma, na aquisição do calcário todos esses fatores devem ser considerados, obtendo-se o seu custo final posto na propriedade. A fórmula a seguir, obtida em Souza et al (1993), ajuda a calcular o custo efetivo da calagem:

Preço efetivo:         Valor do Calcário no moinho X 100 + CT
(posto na fazenda)                      PRNT

CT = Custo do Transporte